Embasada na citação da celébre música de Mosaico de Ravena, inicio esse texto: "A culpa é da mentalidade criada sobre a região. Porque que tanta gente teme? Norte não é com "M"".
Bem, no programa global "Entre Tapas & Beijos" exibido no dia 26/07/2011, se detonou esse pifío preconceito. As personagens de Fernanda Torres e Andrea Beltrão, acometidas pela insaciável vontade de emagrecer a curto prazo, adquiriram um misterioso chá de Belém do Pará, quando vi pensei "Nossa que legal, o Pará sendo reconhecido", "Bacana, pouco falam do Pará na tv aberta", enfim. Entretanto, me enganei ao ver o restante do programa. A tal "garrafada", efervesceu as personagens, fazendo delas duas loucas famigeradas. Daí começaram as piadinhas, "Que cacique foi esse?" "E Indío sabe escrever bula", entre outras "cositas" mais.
Agora me perguntem: "E Aí?" Lhes digo em alto e bom som: "É um absurdo!"
O discurso é piegas e já está mais ultrapassado que um Monza 99, mas pera lá. No Pará só tem indío? E se tivesse, eles não poderiam fabricar remédios competentes, ou será que a inteligência é dividida territorialmente? Sim, é um texto protestante! O curioso é que somos aos olhos dos "Sulistas", dos "Europeizados", dos "Bigmacqueanos" (É, porque aqui Big Mac deve ser comida do Governador, né?) seres humanos arcaicos, bucólicos e escambistas, mas na hora de se vestir de chinês e vim aqui abocanhar nosas riquezas é fácinho, fácinho. Sem falar no Âmbito futebolístico, não é Senhor Ricardo Teixeira? Não contente com toda essa exploração regionalista, ainda querem nos dividir. Querem nos distribuir para capitalistas estrangeiros, levando nosso minério, bauxitas, gados e meninas, claro. Já sabe, em Dezembro, digam não aos nossos estimados "Seu's Barriga's", não estamos pra aluguel, obrigada.
Pará, Terra de valores, não só geográficos e orçamentários, aqui tem gente boa (com ou sem cartão de crédito), gente que toma açaí todo dia com peixe e farinha d'agua, gente do bem. Então "Porque ninguém nos leva a sério? Só o nosso minério..."
Reflitam, isso aqui é nosso, e por nossa Terrinha, iremos lutar! Respeitem nossas morenas Dira's e Fafá's, nosso Carimbó, nosso Calypso, nosso Super Pop (Ele mesmo!), nossa cultura. Ave Belém!
Ufa! Dona Socorro prepara aquele açaí, que estou chegando aí pelo Ver-o-peso, para desencargo de consciência.
O discurso é piegas e já está mais ultrapassado que um Monza 99, mas pera lá. No Pará só tem indío? E se tivesse, eles não poderiam fabricar remédios competentes, ou será que a inteligência é dividida territorialmente? Sim, é um texto protestante! O curioso é que somos aos olhos dos "Sulistas", dos "Europeizados", dos "Bigmacqueanos" (É, porque aqui Big Mac deve ser comida do Governador, né?) seres humanos arcaicos, bucólicos e escambistas, mas na hora de se vestir de chinês e vim aqui abocanhar nosas riquezas é fácinho, fácinho. Sem falar no Âmbito futebolístico, não é Senhor Ricardo Teixeira? Não contente com toda essa exploração regionalista, ainda querem nos dividir. Querem nos distribuir para capitalistas estrangeiros, levando nosso minério, bauxitas, gados e meninas, claro. Já sabe, em Dezembro, digam não aos nossos estimados "Seu's Barriga's", não estamos pra aluguel, obrigada.
Pará, Terra de valores, não só geográficos e orçamentários, aqui tem gente boa (com ou sem cartão de crédito), gente que toma açaí todo dia com peixe e farinha d'agua, gente do bem. Então "Porque ninguém nos leva a sério? Só o nosso minério..."
Reflitam, isso aqui é nosso, e por nossa Terrinha, iremos lutar! Respeitem nossas morenas Dira's e Fafá's, nosso Carimbó, nosso Calypso, nosso Super Pop (Ele mesmo!), nossa cultura. Ave Belém!
Ufa! Dona Socorro prepara aquele açaí, que estou chegando aí pelo Ver-o-peso, para desencargo de consciência.



