sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma carta para meu Amor..


Sim, confesso, sou apaixonada por um homem. Ele é lindo, amável, carinhoso, muito embora, tenha suas opiniões sempre tão coesas. Ele venera, respira Futebol e usa sempre a mesma cueca da “sorte” pra ver seu time jogar. Não sabe cantar e rabisca o violão quando canto pra ele, como é lindo vê-lo ensaiando no sacada de casa. Saímos com nossos amigos, viajamos aos sábados pela menhã e no domingo assistimos vídeo-cassetadas, coisa que não acho a menor graça, mas só a sua gargalhada ao ver o cachorro se dando mal na TV me faz ver porque sou feliz com tão pouco. Ele tem a coletânea dos Beatles, muito embora, também goste de um pagode meio “Raça Negra”. 
Deixa a barba por fazer uma vez no mês e isso muito me encanta. Toma cerveja e eu não brigo por isso, a sua barriguinha de chopp faz dele meu “sex simbol”. Se diverte com minha TPM, vive me assustando com aranhas de plático pela casa e ri de mim quando conto minhas piadas sem graça alguma. Tem dias que comigo afz amor, em outros, sexo. Se eu gosto? Ah, muito, é detentor de uma pegada que, oh céus, prefiro mudar o rumo da prosa (Para Eveline!). 
Ele é meu vinho, meu vicío meu bem e meu mal afinal.  Me embrulha quando faz frio no quarto e sempre encosta o pé dele nos meus para dormir. Joga dama e vai pro roçado com meu pai e nasd festas dança e rodopia com minha mãe no salão. Minha minha sobrinha e a Isadora adora ele. É engraçado, educado e incrivelmente inteligente. Sempre me diz que ele é minha lagosta e eu sou a lagosta dele.
Poisé, só tem uma coisinha, eu ainda não o conheço, muito embora, eu sinta sua presença. Ele vive nos meus sonhos. Entretanto, desde já, lhe agradeço por me fazer entender que todos os que por mim passaram foram só certezas de que cada lágrima que derramei por quem não me merecia, tinha de ser.
Meu Amor, não sei seu nome, nem o que faz, mas vá se divertindo daí, que eu me divirto daqui. Uma hora dessas a gente se esbarra na rua, no bar, na fila do supermercado, e então, a partir daí, seremos “bem muitão” felizes, palavra de Eveline.

De: A lagosta dele
Para: A lagosta dela