segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um prático no Comando ou um Comando Prático?

Era uma linda tarde de 20 de Novembro de 2011, rostos e sorrisos na rua, todos com olhos de esperança para o que viria.  Paysandu foi ao Rio Grande do  Norte, jogar a partida mais importante do ano, com o peso igual ao dos últimos 05 anos. Chegamos ao ponto. Jogadores escalados, time em campo. No decorrer do 1º tempo, 02 gols do adversário, América quebrava ali tabus e sonhos. No 2º tempo, outro time (não falo só de mudanças táticas), jogadores corriam, chutavam, é, fariam o que sempre deveriam ter feito durante todo o campeonato. Do outro lado da telinha (ou do alambrado) torcedores viam ali futuros heróis, guerreiros que seriam contemplados no carro dos bombeiros desde o aeroporto até a Doca, como de costume,  este segundo avesso a minhas idéias.
Entretanto, ao fim do jogo a dor parecia confortada, como se já não houvesse lágrimas a cair, essas simplesmente secaram  por uso abusivo. Torcedor anda cansado, descrente. Estamos a mercê de uma politicagem frajuta, que entendem alguns, como amadorismo. Não há projeto, nem tampouco estrutura sócio-financeira para gerir  um clube de tal magnitude. Edson Gaúcho parecia estar prevendo o que mais tarde aconteceria, e é bem verdade, que começamos a cair ali, com sua saída. É de total irresponsabilidade, esse tipo de tratamento, para com a torcida, e sim também, aos jogadores. Afinal, imagine você trabalhar 03 a 04 meses sem ser recompensado? Qualquer manifestação é inerte.
Paysandu não se abateu com o “Mar vermelho” composto por Americanos e uma (infeliz) faixa  da Remoçada, tentando intimidar a torcida que bicolor ali presente.  Perdemos para nossos “responsáveis”, perdemos para incompetentes, perdemos para uma também parcela de jogadores separatistas, que insistem tumultuar o que já anda vulcânico.
Não classificamos, estamos novamente na Série C. Reincidentes de um sonho que já dura 05 anos ou 60 meses ou para os mais detalhistas 1.825 dias.  Andrade trabalhou menos de 01 mês e ganhou, o que um trabalhador brasileiro ganharia em no mínimo 05 anos.  Ano que vem, é tudo denovo. Torço para que este Navio, tenha um novo comandante em 2012, queremos um comando prático, não um prático no comando. Posso votar? É fácil. Bem, termino parafraseando Edson Gaúcho, que com sensibilidade disse que  “A torcida do Paysandu não merece passar por isso”, não mesmo.

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