segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com vocês, Amanda..


Quero lhes apresentar alguém, ela é vigorosa e seu potencial energértico nos faz refletir que o melhor dessa vida mesmo é bagunçar, se jogar.
Assim é nossa protagonista, Amanda. Seu enredo é escrito a lápis, de cor. Não consigo prever a catástrofe social que presenciaríamos caso Amanda vivesse na época onde as mulheres lutavam por igualdade social, por direito a voto e reconhecimento e isso só me da certeza que ela certamente é uma reencarnação de uma das 130 operárias que foram carbonizadas em Nova Iorque, naquele 8 de março de 1857 (um salve a nossa amigas, elas arrasaram no protesto!)
Amanda tem charme, é tema de novela. Esbraveja mansidão com a mesma maestria que sussura ferocidade, é unânime e os homens se rendem. É mãe, filha, e administra com garbo seus 34 anos. Não liga pra coerções sociais, muito embora, discurse como uma protestante de esquerda, vestida de vermelho (ou direita? Bem, isso é assunto pra outro texto!) que vai se casar, sim. 
É do tipo “gostosa”, daquelas que pedreiro nenhum bota defeito. Curte futebol, apesar de não saber o que é um impedimento. Ama os homens, do frentista ao mais fanático dos Flamenguistas (Isso mesmo, acreditem!). É doce, mas não enjoa. Chico diz que ela é de Atenas, enquanto o pessoal do Roupa Nova retruca dizendo que ela é apenas, Dona. 
Mirem-se em Amanda, ela não é invisível e deve estar por aí dirigindo seu carro em velocidade reduzida, admirando a todos e a tudo, esperando seu príncipe chegar a cavalo, mas se não der, ela pega ele em casa, tem problema não. Se um dia achar a sua, cuidado, ela leva ao vicío e te faz nunca mais querer largar dela. Posso falar? Eu tenho a minha e essa.. “Ah-manda” mesmo e tenho dito.

P.s: Atenção, Amanda é um pseudônimo, porém qualquer semelhança não é mera coincidência. 
Vou indo, até a próxima. 



 Eveline Rodrigues 

 

domingo, 28 de outubro de 2012

Domingo? Não, obrigada!



É automático, experimente falar a palavra domingo sem parafrasear Alexandre Pires e seu “domingo..quero te encontrar e desabafar todo meu sofrer la la la”, tente, tente outra vez, pois eu aposto, é quase uma licença poética pra este dia, o dia mais injusto da semana, vos afirmo.
Ser domingo não é fácil, imaginem estar entre sabado e segunda-feira, é uma analogia sofrível entre o céu e o inferno, a balbúrdia e o ócio, a festa e a ressaca. No sabado (eis a glória dos mortais, nosso espetáculo semanal, o dia abençoado dos amigos adventistas), o sol  é generoso, as pessoas reluzem em uma alegria visceral. Com todo respeito, quero dizer “Sabado, te amo, ta bebê?”. Já em contrapartida, na segunda-feira, até aquela  tartaruga barroca corre mais rápido que o ponteiro do relógio, nossa vida é uma repartição pública onde o barulho da máquina de escrever pesa como mil marteladas na cabeça, aliás, já que estamos em época de eleição, se fosse pleitear um cargo, meu discurso seria: “meus amigos e minhas amigas, vote em mim, me chamo segunda-feira, mas posso lhe dar muitas alegrias”, seria interessante.
Domingo é tão “turma do didi” na hora do almoço, tão tacacá no final da tarde, tão “Domingão do Faustão”, (só se for pra ele, né? O sufixo não condiz com nossa realidade e ponto) só há um prazer inerente ao domingo digno de palmas, o nosso grande companheiro, o futebol. Ah, o futebol, senta na sala, liga a TV que tudo vira sabado. Domingo é preguiça, ouço meus ossos se estalarem só de ouvir a palavra domingo, inclusive se pudessemos reclamar de um dia da semana no PROCON, o domingo  ultrapassaria fácil aquela que não tem fronteiras, da “cara de pau”, claro.
Bem, vou indo que o almoço vai ser servido e de tanto escrever repetidamente a palavra domingo, minha mente está entrando em colapso, quase em transe paralítico. Domingo, domingo “quero te encontrar e desabafar..” e lá vem a música denovo, sai Alexandre Pires, não impregna meus neurônios, fui, tchau! (eu hein, não desgruda..).